Lá se pensam, cá se fazem.

Vencedores da III Edição do FAZ-Ideias de Origem Portuguesa

O programa FAZ- Ideias de Origem Portuguesa procura uma mudança de paradigma na forma como vemos a Diáspora Portuguesa. Hoje em dia, no mundo global, já não há o cá e o lá. O que temos são 15 milhões de Portugueses com uma cultura, identidade próprias e ligação forte a Portugal. 10 milhões estão em território Português e 5 milhões estão espalhados pelo mundo. Estes 5 milhões espalhados pelo mundo representam um ativo incalculável para o nosso país, em termos de conhecimento, de rede, e de oportunidades de inovação. O FAZ-IOP procura ser um catalisador dessas oportunidades, identificando e dinamizando ideias com impacto social para Portugal, geradas pela Diáspora Portuguesa, e criando as condições em termos de conhecimento e financiamento para que essas ideias sejam implementadas. Esta é a terceira edição do programa com 64 projetos submetidos e 10 projetos finalistas, que receberam acompanhamento desde final de Abril e formação em empreendedorismo social através de um bootcamp IES Powered by INSEAD. Depois do bootcamp de 2 dias, o júri do concurso ouviu o pitch de todas as equipas finalistas e, após análise dos projectos, escolheu os três vencedores.

1º Lugar

Sumos Portugal: os sumos naturais de frutas e vegetais são um mercado em crescimento em todo o Mundo, sendo um produto com forte procura que gera benefício de saúde claros mas cuja oferta escasseia em Portugal. Este projecto propõe criar uma rede de pontos de venda de sumos naturais, utilizando como elemento central da cadeia de valor pessoas com deficiência que irão preparar e vender os frutos, gerando assim empregos sustentáveis para um segmento da população que é, na maior parte das vezes, excluído socialmente. As pessoas com deficiência tornam-se assim criadores de valor e embaixadores de uma alimentação saudável, quebrando preconceitos e promovendo a inclusão social.

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2º Lugar

Salva a Lã Portuguesa: Portugal muitas vezes deixa perder os seus activos mais valiosos. No século XVII a lã merino de origem Portuguesa era considerada como uma das melhores do Mundo, sendo utilizada pelos reis da Ibéria como presente aos Nobres por ser muito quente e confortável. Com o aparecimento das fibras sintéticas industriais este é um activo que tem vindo a perder o seu valor comercial e a lã é hoje em dia deitada fora pelos produtores portugueses após a tosquia das ovelhas por não ter canais de distribuição. O projecto “Salva a Lã Portuguesa” visa valorizar este património natural Português e envolve capacitar os pastores e donos de rebanhos para o valor da lã, fazer renascer os equipamentos e técnicas de fiação, e comercializar uma marca de lã Portuguesa para um segmento de mercado em crescimento que usa fios de lã para confeção de vestuário.

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3º Lugar

Plantei.eu: Portugal tem uma riqueza biológica assinalável nas suas espécies vegetais e existe um sector crescente de agrícultura local sustentável, assente em hortas urbanas e quintas de agricultura biológica. Este é o contexto perfeito para a promoção da biodiversidade das sementes. O projecto Plantei.eu é uma plataforma online de partilha de conhecimento, experiências e recursos na temática da agricultura biológica e das sementes, suas propriedades, conservação e cultivo. Esta plataforma permitirá também a troca de sementes, aumentado assim a riqueza colectiva e promovendo a bio-diversidade.

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Os Prémios

Os projetos vencedores receberão no seu conjunto um total de 50,000 euros como capital semente para a sua implementação, mas todos os dez finalistas do Faz-IOP III terão apoio ao acompanhamento dos projetos durante seis meses, num compromisso da Fundação Calouste Gulbenkian de continuar a apostar nos talentos da comunidade Portuguesa no mundo, ligando-a aos desafios e oportunidades da sociedade Portuguesa.