Lá se pensam, cá se fazem.

SocialScore

A ideia surge pela busca incessante de emprego e pela noção dos valores que determinam a escolha de um perfil. A escolha nem sempre é a correcta, a mais humana ou ponderada. Falta um elemento que realmente diferencie as pessoas. Num momento de crise como o que passamos, existem perguntas que se colocam: O que estão as pessoas a contribuir no seu tempo livre para a resolução do problema? Enviar 150 currículos do meu sofá vai levar-me a encontrar emprego? Para nos valorizarmos em termos profissionais, não são só competências educacionais e linguísticas que interessam. É preciso ir para além disso. É preciso valorizar as competências sociais e comunitárias. Se pudermos incluir no currículo os projectos de voluntariado e actividades de responsabilidade social, será uma maneira de tornar estes processos mais correctos. A ideia é um sistema de pontos para a empresa e para os cidadãos que colaboram nesta iniciativa. Os pontos seriam atribuídos através de um algoritmo consoante a própria acção, tempo despendido e sua execução. As tarefas podem ir da simplicidade de regar um jardim, a fazer um serviço de estafeta, companhia a um idoso, etc. Estar parado não vai fazer com que os desempregados desenvolvam rede de contactos que os possam levar a uma nova oportunidade. Ser activo e conhecer novas realidades vai ajudar neste processo. Podem ser integradas neste sistema autarquias, associações, start-ups, empresas que necessitem de tarefas de tempo limitado ou mesmo pessoas individuais. Ao contratarem pessoas com SocialScore elevado as empresas mostram que se interessam pela comunidade e os jovens podem utilizar o seu tempo livre na obtenção de mais pontos e deste modo também eles contribuem para a sociedade.

Lígia Gomes

Visionário
lisboa, Portugal

Pedro Quintas

Facilitador
Lyon , França

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