Lá se pensam, cá se fazem.

SKOP - sítio de informação independente

O objetivo do nosso projeto é a criação de uma cooperativa para dar vida a um projeto na área da comunicação social online, através da integração de jornalistas desempregados e permitir que aqueles que emigraram possam voltar. O projeto integraria igualmente colaborações permanentes ou pontuais de cidadãos na diáspora que não pretendem voltar e que trabalham em numerosos órgãos de comunicação social em todo o Mundo. A necessidade do aparecimento de um órgão de comunicação social independente e exclusivamente pensado para a Internet é cada vez mais premente. Apesar dos cidadãos consumirem mais informação através de plataformas inovadoras, a resposta das empresas de comunicação social tradicionais tem ficado aquém das necessidades. Ao mesmo tempo, Portugal conta com inúmeros profissionais do jornalismo totalmente subaproveitados. Muitos emigraram, outros estão desempregados, sobrevivendo de pequenos trabalhos que vão encontrando. Desde o correspondente no estrangeiro de um órgão de comunicação social português ao jornalista português a trabalhar para a BBC, o nosso projeto pretende captar os conhecimentos e contributos destes profissionais, colocando-os à disposição do mercado nacional. O projeto permitirá ainda incorporar cidadãos portugueses na diáspora, a quem será dado o poder de intervirem na sociedade portuguesa através de espaços de opinião e análise próprios no sítio de informação. O consumo de informação nos canais tradicionais está em queda acentuada. A rádio perdeu a sua importância, assistimos nas últimas décadas a uma acentuada perda dos leitores de jornais e o número de telespectadores está em queda vertiginosa. Apenas os órgãos de comunicação online estão a crescer. É consensual que as diferentes inovações tecnológicas têm contribuído para a perda de peso da rádio, dos jornais e da televisão. O aparecimento da era da internet colocou em graves dificuldades a imprensa e as televisões. A resposta da imprensa à alteração do paradigma tecnológico passou pelo desinvestimento e pela simples transferência da publicação dos mesmos conteúdos de sempre do papel para o ecrã. Os sítios dos diferentes órgãos de comunicação social são iguais em 95% dos conteúdos: praticamente todos são da agência Lusa, com escassas notícias a migrarem do papel para o sítio. Já a televisão parece ter desistido da informação de qualidade, apostando cada vez no infotainment. No nosso entendimento, estas estratégias falharam, resultando na perda acentuada de leitores e de telespectadores, algo antagónico num país onde a procura por informação está em crescimento acelerado. O nosso projeto pretende dar voz ativa aos cidadãos da diáspora, amplificando as suas experiências e conhecimentos adquiridos. Um projeto de sucesso no setor da comunicação social no mundo contemporâneo deve ser independente e pensado de raiz para a internet. Estas e outras inovações garantiriam a criação de uma agenda mediática e pública incorporadora de novos discursos. A procura no mercado existe, a oportunidade também. Aprendendo com o registo da experiência nacional e indo beber aos exemplos de sucesso internacionais, o nosso projeto pretende preencher esta falha, com qualidade e independência.

Frederico Pinheiro

Visionário
Lisboa, Portugal

João Guilhoto

Comunicador
Frankfurt am Main, Alemanha

Margarida Santos

Facilitador
Lisboa, Portugal

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